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terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

As facetas de cada pessoa

Hoje é carnaval. Mas no Brasil, é carnaval desde sexta feira.

 
Renato, Renan e eu

Esses éramos nós no Galinho de Brasília no ano passado. Uma pena não podermos ter saído esse nao. O Renan foi o mais badalado pelos viadinhos no bloco. Ainda bem que ele pelo menos estava com essa capa, porque ele se escondeu nela.

Mas o post não é sobre carnaval, mas sim sobre as facetas, as mudanças que sofremos ao longo de nossa vida.
Eu sofri imensas metamorfoses, e ainda estou sofrendo. Sofrendo sim, porque as vezes as mudanças não são indolores.
Quando criança eu sempre quis ser um menino, porque eles tinham mais liberdade [meu pai favoritava meu irmão], podiam jogar futebol, andar de bicicleta na pista de bicicross. Mas como eu era a mais velha da turma, eu tinha isso como privilégio, enquanto as meninas estavam brincando de boneca eu estava na praia jogando futebol com meu irmão e os meninos.
Ao crescer um pouco mais e entrar na puberdade eu ainda queria ser um menino, e tinha vergonha do meu corpo, que estava começando a ter curvas e peitos. Usava calça jeans dois números maiores, a camiseta do colégio era GG, sendo que eu usava no máximo M.
Então numa fase no final da puberdade e início da vida aulta eu aprendi a começar a valorizar meu lado mais mulherzinha. Uma fase onde eu ia em showzinhos de rock, jogava sinuca com as amigas, e saía pra beber com o povo e não lembrava no dia seguinte como o carro tava inteiro na garagem.

 
Piriguete from hell

Depois voltei a usar caça jeans e blusinha. Sempre com tênis ou coturno. De novo o lado masculino se sobressaindo ao lado feminino.

 
Rafaela, Binha e eu na Ermida Dom Bosco

O fato de sempre estar brigando com a balança ajuda um pouco a eu me esconder nesse tipo de roupa, porque nós somos criados numa sociedade que não aprecia corpos mais rechonchudos. O bonito é osso.
Eu sempre tentei me esconder, medo de ser achada bonita, de ser adimirada. 
E de tanto me esconder, isso virou a realidade na minha vida.
Até tento posar de menininha.
 
Festa anos 50

Mas no dia a dia o jeans, a camiseta e o coturno estão sempre presentes. Mas isso está prestes a mudar, porque quando você anda pela sua faculdade e é scanneada por uma mulher e não por um homem, você percebe que está atraindo a atenção errada, ao invés de nenhuma.
Para mais uma metamorfose, eu a intitulei, 'Lud versão 2.6', onde eu estou malhando [antes da cirurgia maldita] para entrar em forma, onde eu comprei seis pares de sapatos pra tentar usar menos o coturno [note que não vou abandoná-lo], onde roupas mais femininas farão parte do meu guarda roupa [assim que eu emagrecer, não vou comprar roupa antes disso] e vou tentar ter atitudes mais femininas.
Um problema que vou enfrentar é minha boca suja e minha mente mais suja ainda. 


 
Cabelo rosado e chapado

Deixando essas coisas de lado, que venham as novas fases, as novas cores de cabelo, os novos cortes, os novos sapatos, a nova vida.

1 comentários:

Unknown disse...

Toda abertura de ciclo dá medo...mas é esse medo q nos impulsiona a seguir em frente. Eu estarei torcendo por você!